segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Estou vivo - e lutando!

A minha última postagem foi em março deste ano, de lá para cá eu passei por altos e baixos em meu vício (jogos). Nas férias do meio do ano, momento em que eu poderia aproveitar para dar um gás total nos estudos para concursos públicos, eu simplesmente me tranquei em meu quarto e passei horas e horas jogando CS:GO. Comprei livros de raciocínio lógico para concursos, direito previdenciário (estou estudando para o INSS) e direito administrativo, mas ainda não 'os estudei' adequadamente.

Quando vi que estava voltando ao fundo do poço, resolvi utilizar uma tática diferente: comecei a jogar algo que eu odeio e, sinceramente, não vejo a mínima graça: Tibia!

O problema foi que aquele jogo estranho, feio, sem áudio, lagado e cheio de pirralhos simplesmente me conquistou! Eu não imaginava o quão fantástico era o universo de Tibia - e aqui eu estou falando da história do jogo por inteira, seja a história do jogo em si seja pela história dos "jogadores-lendas" e itens lendários. Quando eu passei a pagar para jogar no servidor original eu me assustei.

Paguei dois meses e não joguei sequer quinze dias. Aquilo ia acabar comigo.

Sentindo-me "órfão" de jogos, eu resolvi voltar para o World of Warcraft, tudo meio às pressas e com um certo peso na consciência. Renovei a assinatura por apenas um mês e, pasmem, não joguei nem dois dias.
Joguei Team Fortress 2 e alguns indie games por alguns dias, mas nada me divertia - o peso na consciência de estar "saindo da linha" falava mais alto.

Outro fator importante foi quando eu observei o quão viciado o meu pequenino (de três aninhos) está no desenho do Mickey (um seriado com trocentos episódios). Ele chegou ao ponto de não querer mais brincar comigo (jogar bola, andar de bicicleta, brincar de esconde-esconde etc.) apenas para ficar plantado em frente à TV para assistir ao seriado do Mickey Mouse e sua turminha. Resolvi limitar: ele pode assistir somente dois episódios por dia (cada episódio tem 20 minutos). Mas isto é difícil de controlar, ele mora com a mãe, e quando vem passar o fim de semana comigo eu tenho que entrar em conflito com os meus pais (avós babões) para poder educar o meu filho da forma que eu acho correto (se depender dos meus pais, o meu filho - neto deles - pode passar o dia inteiro assistindo TV; acho que eles sequer perceberam o mal que fizeram à mim por me deixar tão solto, sem regras bem definidas - agora querem fazer o mesmo com o neto).

Isto me deixou muito preocupado, quando ele estiver maiorzinho eu terei que ficar de olho na relação dele para com os jogos eletrônicos (será que a tendência ao vício pode ser hereditária?)... Mas isso também funcionou como uma espécie de 'espelho': em determinado momento ("não papai, to xistindo Mickey") eu vi mesmo comportamento em nós dois (deixar de fazer coisas realmente divertidas e produtivas para ficar plantado em frente à uma tela).

Bem, depois de uma semana de muita reflexão e de buscar ajuda em Deus (eu acho que nunca falei deste aspecto aqui no blog, né? Não sou religioso, não frequento igreja e nem sigo dogmas, mas acredito em Deus), eu resolvi que era hora de partir para o próximo passo da desintoxicação (acredito que este seja o termo ideal): parar de uma vez por todas (sem exceções).

Nos últimos trinta dias eu nem tenho jogado muito: ou os jogos perderam a graça ou os que ainda "me seduzem" perdem na balança para o peso da consciência. Nestes últimos dias, se eu joguei uma hora e meia por dia, foi muito (o que é um grande avanço se comparado com o período em que eu comecei este blog - 2012 - jogava mais de sete horas por dia). Mas ainda estava jogando - e isto me sugava as energias, passava o dia inteiro pensando no que poderia estar fazendo dentro do jogo e coisas do tipo.

A partir de hoje eu simplesmente não irei jogar mais nada - espero que daqui alguns anos (sim, anos!) eu possa voltar a jogar - sem peso na consciência e sem estar "intoxicado".

Para esta nova etapa eu formulei um plano: usar um sistema de check-list. Mas isto é assunto para outro post, até porque eu só vou escrever sobre este artifício se ele realmente der certo. Portanto, vou partir para a minha luta, daqui alguns dias eu volto para falar se estou conseguindo ou não.

Força para todos vocês.
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quarta-feira, 5 de março de 2014

E3D1* - Avante!

É isto o que me mostra o Steam: 106 horas jogadas (do início de janeiro até hoje). Assustador. 

Já faz alguns meses desde a minha última postagem e fiquei muito feliz ao ver que havia novos comentários aqui no blog. Isto me encorajou a continuar postando.

Pois bem, no último post eu estava desesperado e numa crise aguda (posso chamar assim?) do vício. Atualmente eu estou mais calmo, por assim dizer, mas ainda jogando (muito) mais do que o eu deveria jogar.

Larguei o WoW, na verdade, larguei de vez todos os MMORPGs e isto tem me ajudado bastante na recuperação do vício. De dezembro até hoje eu estava seguindo uma estratégia mais light: deixei apenas um jogo (falarei dele mais a frente) no meu notebook e dedico pelo menos duas horas do meu dia à jogatina.

Isto me ajudou a focar mais nos meus estudos (ainda não estou no ritmo desejado e ideal), fiz até mesmo uma boa nota no concurso do Banco do Brasil e, como são 100 vagas, tenho uma leve esperança de estar lá na vaga de número 80~90. Sabe como é né, a esperança é a última que morre! Agora estou estudando para o concurso da Caixa Econômica Federal (CEF).

O JOGO
Em uma tentativa de diminuir o vício aos poucos (já que a terapia de choque não havia dado certo), troquei os MMORPGs por FPS. O jogo? Counter-Strike: Global Offensive! No início de janeiro eu descobri (por incrível que pareça, eu desconhecia esta versão) a continuação do saudoso CS e aí foi amor à primeira vista! 

Estava indo tudo como eu planejei: eu passava boa parte do meu dia estudando e tinha no máximo duas horas para jogar (alguns dias eu jogava um pouco mais), até que... Carnaval! Nestes últimos dias a coisa desandou de vez.

Programei não pular o carnaval, não viajar para Recife (tenho grandes amigos por lá) somente para passar estes dias 100% focado nos estudos, afinal, faltam poucas semanas para a prova da CEF. E o que foi que eu fiz? Tranquei-me em meu quarto e joguei CS:GO praticamente o meu carnaval inteiro. Tirando sábado e domingo que passei com meu filho (não senti vontade de jogar neste período, isto é um bom sinal), o restante do carnaval foi só teclado+mouse+headshots! No único momento em que saí do quarto para fazer outra coisa que não seja comer (no caso, fui assistir um filme na sala), ouvi a seguinte piadinha dos meus pais: “Nossa filho, você conseguiu sair de computador? Pensei que tinha criado raízes! É carnaval, sabe disto né?”

TERCEIRO PASSO
Bom, o primeiro passo foi uma tentativa radical de largar o vício, não deu certo. O segundo passo foi uma tentativa mais light de largar o vício, deu razoavelmente certo. Agora é a hora do terceiro passo!

Não vou deletar o jogo, pois em minha cidade eu não tenho amigos (exceto o meu filhote e a minha mulher) então o jogo é a minha mesa de bar. Pensando assim, cheguei à conclusão de quem ninguém vive na mesa do bar todos os dias da semana (a não ser os vagabundos), normalmente as pessoas se reúnem numa mesa de bar aos fins de semana – e é justamente isto que farei: só jogarei nos sábados e domingos e, mesmo assim, quando não estiver com o meu pequeno.

ALGUNS FATOS QUE ME FAZEM PERCEBER QUE ESTOU MELHORANDO

       MMORPG e FPS: Largar os RPGs Online foi a decisão mais difícil e também mais acertada nesta longa batalha. Nos primeiros meses (dezembro e janeiro) eu cheguei a sonhar (é sério!) que meus chars  estavam perdendo os PvPs por estarem com armaduras mais fracas e armas sem dano. Ridículo isto né? Pois bem, aconteceu. Quando troquei por FPS “a coisa normalizou”; antes eu era capaz de passar mais de 16 horas (seguidas) upando e correndo atrás de itens lendários, mas FPS... Putz, não aguento mais que quatro horas de tiro, tiro e tiro! Sem contar que eu não me sinto mais preso ao boneco virtual, se eu jogo ou deixo de jogar, em nada vai alterar o meu desempenho dentro do Counter Strike. Talvez seja por isto que eu cheguei a passar até mesmo uma semana longe do jogo.

     Estudos: Ainda estou muito longe do meu ritmo ideal de estudos (quem escolheu o caminho dos concursos públicos sabe o que eu estou dizendo), mas não posso negar que, SIM, estou conseguindo estudar bem mais do que antes (eu praticamente não estudava, apesar de sempre ir razoavelmente bem nas provas, mas razoavelmente bem não aprova ninguém – RIMOU!).

    Carência: É incrível como eu ando carente! Mas isto é um bom sinal, afinal, antes eu matava esta carência com os jogos. Aliás, eu era apático, não sentia nada, bastava-me jogar. Hoje, com muitas horas de jogatinas a menos, ando bem carente... Minha mulher que o diga! “Nossa mow, você anda bem carente né? Fazendo de tudo pra ter minha atenção”. Sem ela eu acho que não conseguiria.


     Família: Esta é a parte mais incrível de toda a minha batalha contra o vício: estou conseguindo ficar em família! Não que antes eu não saísse com meu filho, mulher ou meus pais, é que o meu corpo estava presente, mas a minha cabeça estava pensando no PVP, PVE, dungeons, upar...Hoje em dia isto não ocorre mais. Quando estou com o meu filho e a minha mulher, eu estou com eles! Não sinto vontade (sequer lembro) de jogar. Antes eu não conseguia passar o dia inteiro com eles, passava uma parte da manhã e da tarde e de noite corria para o jogo; eu sofria com isto, já cheguei até mesmo a jogar chorando (nunca li relatos disto). Acho que o meu filho sentiu esta minha mudança, pois ele está muito mais apegado a mim! Minha mulher, apesar de não ter dito nada até agora, também sente que eu estou mais presente, sei disto.

Com tudo isto acontecendo de bom na minha vida, como não continuar a lutar?!



*Etapa 3 Dia 1
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Perdi a contagem dos dias - O que eu estou fazendo?!

É exatamente assim que eu estou por dentro! Imagem: O Grito (Edvard Munch)
O que eu estou fazendo? Eu estava indo tão bem...

Há uns dois meses eu resolvi tentar conciliar a minha vida com os jogos e fiz a seguinte promessa: somente uma hora de World of Warcraft por dia, e só.

Este plano durou uma semana, na segunda eu aumentei o tempo para duas horas/dia e hoje eu estou completamente sem controle de minha vida (outra vez).

É engraçado porque no post passado há o comentário de um anônimo dizendo ser capaz de conciliar os jogos com o trabalho, os estudos, a família, os amigos e a vida social em geral. Eu concordo com ele, sei que isto é viável, mas o problema é que eu não estou preparado para isto – pensei que estava – mas não estou.

De duas semanas pra cá eu atingi o ápice; não saio mais do quarto, saí apenas nos fins de semana para ficar com o meu filho, e nos dias de semana eu saía só pra almoçar ou ir para a faculdade. É final de período e eu sinceramente não sei como eu passei em todas as matérias, eu fiz todas as provas sem pegar em um livro sequer. Na verdade, acredito que isso seja fruto do que eu vinha fazendo de uns meses pra cá: estudar uma hora por dia, pelo menos. Aí, quando voltei para o vício com mais força do que eu imaginava que poderia voltar, estas uma hora de estudo por dia me renderam boas notas no fim do semestre.

Eu deixei os estudos para concurso público completamente de lado e não estou trabalhando (o emprego que eu falei no post passado era temporário). Ou seja, sendo bem sincero comigo mesmo, nestes últimos dois meses eu fui um verdadeiro vagabundo nem-nem (nem trabalhei e nem estudei). Estou muito envergonhado de mim mesmo e não sei com quem desabafar.

Estou assustado com os efeitos colaterais desta forte recaída. Se na faculdade eu não tive problemas, o mesmo eu não posso dizer de minha saúde e minha vida social. Afastei-me ainda mais dos meus pais (não converso com eles para evitar perguntas do tipo “como foi seu dia? O que você fez hoje?” – o que eu responderia?) e engordei MUITO. Voltei para os três dígitos, estou pesando exatamente 100kg e meu buchinho se foi, agora uma saliente barriga branquéla ocupa no lugar dele. Sem contar nas dores do joelho (tendinite) que voltaram ainda mais cruéis!

Posso logar no WoW até o dia 07 de janeiro e estou sentindo uma angústia muito grande quando penso em desinstalá-lo agora, mas isto é preciso, ainda não estou preparado para conciliar a minha vida com os jogos eletrônicos.

Bem, procuro sempre aprender em cima dos meus erros (sem hipocrisia, to falando sério), e o que eu aprendi com esta estrondosa recaída? Eu preciso passar mais tempo afastado dos jogos eletrônicos que eu imaginava. E estou disposto a fazer isto.


Tenho um lindo filho para criar e uma bela vida para viver – não serão alguns bites que irão me atrapalhar!
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Dia 32 - Uma pequena recaída + surpresa!

Acredite, isto vicia! Imagem: Reprodução
Semana passada eu tive uma péssima notícia: levei bomba em um concurso em que eu tinha quase certeza que havia passado (maldita "expectativa gabarital"). Com isto, entrei meio que em desespero e fiquei procurando algo que me distraísse; andei de bike, nada. Passei um sabadão incrível com meu filho, no fim do dia nada - angústia. Tentei isso, nada. Tentei aquilo, nada.

Aí, pensei: "só um pouquinho não vai fazer mal..." (sim, é exatamente este o pensamento - aposto que você já leu/ouviu isto de um viciado em drogas/álcool - pois bem, o que o sou senão um viciado, mas em jogos eletrônicos? Penso da mesma forma, tenho os mesmos sintomas...)

Para não correr o risco de perder o controle, tive uma estúpida ideia: iria jogar algo que eu sei que normalmente não aguentaria jogar nem dez minutos, e aí pensei no danado do Minecraft.

A ideia comprovou-se falha quando notei que eu já havia levantado três réplicas da minha casa (nos mínimos detalhes) e uma réplica da catedral da minha cidade (sem detalhes) no Minecraft (no modo survival ainda por cima, construindo e correndo para a cama de noite - quem joga/jogou vai entender) e eu já estava lá no quarto dia de jogatina (jogando uma média de 4 horas/dia).

Pois é, eu que sempre odiei este joguinho medonho, acabei me entregando a ele. Poxa, há justificativa: eu estava extremamente fragilizado (triste mesmo, eu jurava que iria fechar este ano sendo concursado) e o pior (ou não), estava há quase um mês longe dos jogos.

Após uma média de 16 horas de Minecraft (4h/dia por 4 dias), resolvi ter vergonha na cara, sacudir a poeira e largar de ser besta, como diz o meu pai. Retomei os estudos (aos poucos, em breve estarei a todo gás) e desinstalei o Minecraft, nada de blocos em minha vida.

Agora, a surpresa...

PRE-PA-RA!

...estou trabalhando! Siiiim, isto mesmo que vocês leram, estou trabalhando (nada de estágios ou acompanhamentos, é trabalho mesmo, na minha área de formação)! É só por um mês, estou cobrindo as férias de uma colaboradora de uma empresa de comunicação que não irei divulgar o nome, pois o anonimato é importante neste blog, mas o fato é que estou trabalhando: acordo todo dia às 5h30 para 6h30 já estar na redação! Veja só, posso dizer que, em se tratando de responsabilidade, eu subi um level! Yeah!!!
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sábado, 24 de agosto de 2013

Dia 13 - Firme e forte!

Estou firme e forte, sem nenhuma recaída!

VQV! ("Vamo que Vamo!")


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domingo, 18 de agosto de 2013

Dia 7 - Adeus Xbox 360

No post passado eu indagava se deveria ou não abrir uma exceção diária e jogar, pelo menos, uma horinha de xbox por dia... Não seria problema, já que o meu maior vício são os jogos para PC.

Bem, pensei melhor e achei por bem não abrir esta exceção. Indo além, resolvi vender o Xbox 360, que, por pouco uso (eu realmente prefiro jogar no PC), estava praticamente novo.

Anunciei a venda pela internet e no mesmo dia achei um comprador: um jovem de 19 anos que precisou da ajuda do pai para bancar a compra... Tudo bem, eu o entendo perfeitamente, já passei por isto.

Com o dinheiro da venda do Xbox, decidi fazer três coisas:

1 - Comprar uma bicicletinha para o meu filho.
2 - Comprar dois caríssimos livros da faculdade
3 - Bancar um jantar (sushi!), com tudo o que tem direito, para a minha esposa. É a comemoração à minha "volta por cima"; feita com o dinheiro do videogame, yeah!

Bem, é isto, estou no meu sétimo dia contra o vício por jogos eletrônicos e estou muito orgulhoso de mim mesmo! Além de me desfazer do Xbox e conseguir passar estes sete dias sem abrir uma exceção sequer (nada de "só uma partidinha"), fico feliz porque este fim de semana eu passei mais tempo com as pessoas que eu amo... Em vez de ficar no computador jogando League of Legends ou World of Warcraft, como eu costumava fazer nos fins de semana, assisti filmes com meus pais e brinquei bastante com o meu pequeno.

E assim vou seguindo, firme e forte! Quando eu chegar no post do "Dia 360", considerar-me-ei curado (assim espero).
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dia 4 - Está difícil...

Está muito difícil ficar afastado dos jogos eletrônicos! Pode parecer uma tentativa de forçar a barra, mas eu (realmente) estou tendo crise de abstinência! 

TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo; daqui a pouco vou quebrar o pescoço de tanto ficar olhando para os meus próprios ombros! Pode parecer loucura, mas é isto mesmo, quando fico muito nervoso/ansioso, esse “chilique” me aflige de forma intensa e parece que não vai mais embora!

Bem, estou me mantendo firme e forte neste processo de “desintoxicação”. Sabe, tem um Xbox 360 parado ali na sala, estou pensando seriamente em me permitir a jogar uma horinha por dia... Mas deixa passar pelo menos sete dias, aí eu decido o que eu faço.


OBS: Ontem foi complicado, a vontade de jogar “uma partidinha” de League of Legends foi grande, eu sabia que se eu ligasse o notebook eu iria acabar caindo no jogo, então, aconteceu algo bizarro: eu fiquei sentado em frente ao notebook fechado e fiquei ali... O notebook me olhava, eu olhava para o notebook... E assim ficamos por mais ou menos vinte minutos (é sério). Parecia até cena de filme independente, eu ein!  
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

[Recomeçando] - Dia 1

Olá, estou de volta... E não trago boas novas. Mais de oito meses após começar o meu processo de “desintoxicação” dos jogos eletrônicos, escrevo este post com muita vergonha de mim mesmo: eu fracassei.

Mas isto não irá fazer com que eu não levante a cabeça e continue tentando, afinal, eu preciso superar isto, preciso vencer este vício.

Para quem está chegando agora e queira se orientar no blog, recomendo a leitura do meu primeiro post.

Bem, eu não tenho muito que falar por agora, então vou contar, muito resumidamente, este processo de mais de oito meses de fracasso:

Não sei como nem quando exatamente, mas lá pra janeiro deste ano eu simplesmente esqueci este blog e de todas as promessas que eu tinha feito a mim mesmo; voltei ao vício. É engraçado, quando a gente volta ao vício depois de algum tempo parado, mesmo que este tempo tenha sido pequeno, parece que voltamos “com mais mana”.

Bem, nesse meio tempo eu comecei outra faculdade (o diploma do primeiro curso superior está aqui na gaveta) e passei por todas as fases de um concurso na área policial que eu prestei ano passado.

É, eu estudo para concursos públicos e este ano teve prova da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e DEPEN; eu não fiz nenhuma destas provas. O motivo? Não estudei seriamente, portanto, achei melhor não gastar meu pouco dinheiro com as inscrições (caríssimas). E não estudei por qual motivo? Eu estava jogando.

Resultado? Estou pra ser chamado num concurso que fiz para a polícia militar... Nada contra as PMs do Brasil afora, mas eu tenho um filho e não quero arriscar minha vida todos os dias para ganhar uma miséria, por isto, a dor na consciência de ter passado meses jogando em vez de me focar para os estudos (concurso público) me deixa muito, muuuito mal.

Não estou trabalhando, aliás, em momento algum eu procurei emprego, apenas joguei, joguei e joguei.

Eu ainda não sei como a minha mulher não me deixou, nós temos um filho juntos, um pequeno anjinho, e eu, agora com 23 anos, ainda não trabalhei (estágios não contam), apenas joguei. Estudo para concursos, mas, sinceramente, não estudo nem 10% como eu deveria e poderia estudar. Isto vai mudar e é agora!

OBS1: Em plena manhã de uma segunda-feira, acabei de jogar uma partida de League of Legends, agora vou desinstalar este tróço.

OBS2: Surpreendi-me ao notar que havia comentários neste blog, foi uma surpresa extremamente agradável. Obrigado, de verdade, obrigado pela atenção e pela preocupação de vocês. Vi que 99% dos comentários eram de outros viciados em jogos eletrônicos (teve um que até criou um blog), portanto, fica aqui o grito de guerra: VAMOS VENCER!


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domingo, 30 de dezembro de 2012

Dia 13 - Adeus ano velho (por favor, leve o vício junto)

Típica foto de qualquer post de fim de ano. Foto: Fotoarena
Hoje é o meu 13º dia afastado dos videogames e, sinceramente, estes poucos dias parecem ser uma eternidade. Antes de começar este  post, estava contando os dias que estou afastado do vício, e quando vi que se passaram somente 13 dias, eu me assustei: “Como assim, só isso?!?!?!”

Este período festivo tem sido complicado, dei uma relaxada nos estudos (ninguém é de ferro) e meu tempo livre tem sido uma verdadeira tortura! Na verdade, nem tanto... Notei que nestes dias eu fiquei mais tempo com minha namorada e meu filho, sai um pouco mais de casa. Ah, como estou fazendo exercício físico para um Teste de Aptidão Física (TAF) de um concurso que passei, as minhas manhãs estão ocupadas com meu treinamento para fortalecer os tendões do joelho (maldita tendinite!) e aguentar correr 2km em 12 minutos, além dos abdominais e flexões.

Mas, nas horas em que não estou fazendo nada, mas nada meeesmo, é tortura. Olho para o notebook e penso em jogar. Olha para a televisão e penso em jogar. Termino usando o facebook, respondendo um “oi” do chat e acabo ficando por lá... Preciso parar com isso, de que adianta trocar os videogames pelas redes sociais?! Além disso, andei procurando notícias e mais notícias sobre games, assistindo vídeos no youtube onde nerds viciados pessoas comentavam suas jogatinas, será que isso é um efeito da crise de abstinência?

Já o problema do post do 'dia 3' eu estou resolvendo tranquilamente – mais pela necessidade de emagrecer para o TAF do que outra coisa – essa segunda fase do concurso tem me ajudado bastante...

Bem, é isto... Notei que as visitas do blog caíram para quase zero, isso significa que, ou os viciados de plantão estão jogando (oh no!), ou estão se empanturrando de panetones que sobraram do Natal, prefiro esta segunda opção.

P.S. Cogitei a ideia de liberar uma horinha de Playstation 2 (nunca fui viciado em consoles mesmo) por dia, mas não levei adiante – quem sabe eu faço isto mais pra frente, por enquanto, continuo no tratamento de choque.

Feliz ano novo!!!!
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Bebê jogando GTA: devemos nos preocupar?


Mãozinha no mouse e tudo! Foto: Reprodução/Youtube
Acabei de assistir a um vídeo que me deixou assustado e um tanto quanto preocupado. O vídeo mostra um garotinho de 1 ano e 6 meses jogando GTA. Sim, isto mesmo que você leu, jogando GTA!!

Não vou entrar no mérito do jogo (GTA) ser violento ou qualquer aspecto deste tipo, o que me assustou mesmo foi como o bebê adora e, segundo o próprio pai (na descrição do vídeo), é fissurado pelo jogo eletrônico.

Ao dar play no vídeo, pensei que seria apenas um bebê assistindo ao jogo e dançando com as músicas, mas depois de assistir até o fim, confesso, fiquei chocado! Os últimos segundos do vídeo seria uma coisa muito natural, se não fosse um espertinho e fofo bebê ao segurar o mouse. Além disto, não foi algo que aconteceu apenas uma vez, pelo que pude entender (até mesmo pelas palavras do pai), o garoto realmente é viciado no jogo. Antes de continuar, por que não assiste ao vídeo e tira suas próprias conclusões?



Esta cena me tocou muito porque tenho um filho de 1 ano e 7 meses – ele imita tudo o que o papai e mamãe fazem, se estamos teclando, ele sobe na cadeira e começa a “teclar” também. Até aí, nada demais, algo natural. Ele já sabe, por exemplo, que o ícone do Youtube é sinônimo de Patati Patata. Mas, mesmo assim, não gosto de deixá-lo fuçando no computador, primeiro porque às vezes ele bate muito forte no teclado, e segundo porque acho muito cedo para ele ter este tipo de contato.

Não serei aqueles pais que não dão celular aos filhos ou que não o deixam chegar a dois metros de um computador, claro que não, mas acho que tudo tem sua idade, tudo tem seu limite.

Agora, quem sou eu para dizer que a atitude do pai deste bebezinho está errada?! Não direi isso, mas a cena me chocou, isto não posso negar. Será que fiquei alarmado em demasia porque possuo um histórico de problemas com jogos eletrônicos ou será que a cena também assustou outras pessoas? O vídeo possui 541 aprovações e 125 pessoas não gostaram (na data desta publicação), pelo visto, não estou sozinho nesta. O vídeo é de 2007, fiquei curioso para saber como é a relação desta criança com os jogos eletrônicos nos dias de hoje, deixarei uma pergunta no vídeo, quem sabe o pai não me responde?

Fica aqui a reflexão: qual seria a idade ideal, melhor dizendo, idade aconselhável para apresentar os jogos eletrônicos a uma criança?

P.S. Fabrício Bortone, se você chegou até este texto através de minha pergunta em seu canal, por favor, não fique chateado. Utilizei o vídeo do seu filho pois o mesmo se encontra sob a Licença Padrão do Youtube (o que me permite a reprodução). Se quiser contribuir com a discussão, aguardo o seu relato de como é, atualmente, a relação do seu filho com os jogos eletrônicos.  
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Dia 3 - Para não jogar, comi.

Descontei nele!

Hoje foi o meu terceiro dia longe dos jogos eletrônicos e posso afirmar uma coisa: engordei! Ontem foi tranquilo, passei o dia todo com algo para fazer, ocupei a mente. Mas hoje... Hoje foi difícil! O dia estava sendo tranquilo, quando deu umas 17h, a vontade de fazer algumas quests bateu forte!

Para despistar o vício, fui comer, e como comi! Abri e devorei todo o pote de pão de mel + um pacote de bis + refrigerante + miojão + quatro ovos + refrigerante (de novo!). Agora, estou me sentindo péssimo, tanto porque estou estufado, como também porque a minha consciência está martelando o meu juízo; poxa, eu tava indo tão bem na reeducação alimentar...  Não é de todo mal, pequei na reeducação alimentar, mas pelo menos não joguei!

Mas tudo bem, sem neuras, vou encarar isto como apenas uma fuga, que, aliás, é o que realmente foi: uma tentativa de esquecer a vontade de jogar. Já sei o que vou fazer, vou comprar um monte de alface, assim, da próxima vez que bater aqueeela vontade de fazer umas dungeons e raids e eu me negar a cumpri-la, a vontade de atacar a cozinha irá bater e- uuaallááá – alface! 
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Dia 1 - Jogar Não Dá XP


Meu notebook: aspirador de experiências reais! 
OLÁ MUNDO;

Olá, eu sou um viciado em jogos eletrônicos. Vou me identificar como X, metade por vergonha de assumir publicamente o meu vício, outra metade para resguardar a minha família.

Sou jovem, tenho 22 anos, um filho pequeno e namoro a mulher mais bela que eu já vi – sou um cara de sorte. Atualmente, estou começando a minha segunda graduação, estudo para concursos públicos, moro com os meus pais e não possuo independência financeira.

Sou um sujeito extremamente caseiro, quase nunca saio de casa, muito devido ao vício, e outro tanto devido ao meu estilo de vida; gosto da segurança e aconchego do meu lar. Era extremamente sedentário até algumas semanas atrás, agora faço musculação e caminhada.

Mas... Vamos ao que interessa!

OBJETIVO DESTE BLOG

Este blog possui dois objetivos: o primeiro e mais importante: eu finalmente conseguir superar este vício que tanto me consome. O segundo objetivo é ajudar outros viciados ou familiares/amigos destes viciados.  Sei que o caminho é árduo, penoso, mas mais do que nunca, necessário.

Neste blog, irei criar uma espécie de diário, onde poderei narrar o dia a dia da luta em busca de mais liberdade, pois é isto que o vício faz, aprisiona. Sempre que eu encontrar algum material sobre o vício em jogos eletrônicos, farei questão de compartilhá-lo com os leitores do blog.

Acho importante destacar que para este blog nascer, eu tive grande influência deste blog aqui.

Escolhi este nome “Jogar não dá xp” para brincar com o termo gamer “dormir não dá xp”, onde as pessoas querem dizer que é preciso jogar, jogar e jogar sem parar, caso contrário, você não irá progredir (ganhar xp). “XP” significa ‘experiência’, e é acumulando experiência que se fica forte em muitos jogos eletrônicos. Pois bem, resolvi criar um blog chamado “Jogar Não Dá XP” pelo simples motivo de que jogar não dá experiência; experiência de vida, experiência de negócio, experiência de viver feliz com a família, experiência de viver a realidade, a vida real, aquela que os viciados em jogos eletrônicos chamam de RL (Real Life).

O VÍCIO

Eu poderia começar este blog falando sobre o que é o tal vício em jogos eletrônicos, coisa que para muita gente é mito ou puramente “frescura”. Bem, não irei ocupar boa parte do post para explicar algo que pode ser facilmente compreendido através de outros textos publicados há muito mais tempo na internet, segue alguns links para pesquisa:

Vício em jogos eletrônicos - google.
Inconsciente Coletivo.
Jornal Hoje.
Hospital das Clínicas de São Paulo - Grupo de Dependência de Internet

Outro motivo de eu não explicar o que é o meu vício, é porque este blog é voltado principalmente para as pessoas que possuem o mesmo vício que o meu, portanto, elas compreendem perfeitamente o que estou falando. Se você é um viciado em jogos eletrônicos, aposto que chegou até este texto em busca de alguma ajuda, pois bem, sinta-se em casa. E se você é algum parente ou amigo de um(a) viciado(a) em jogos eletrônicos, fique à vontade para interagir comigo através dos comentários, tentarei ajudar, aliás, iremos nos ajudar sempre que possível.

Como primeiro texto do blog, acho importante contar um pouco da minha história com os jogos eletrônicos, ao menos um resumo de como fui me prendendo cada dia mais aos pixels divertidos. Se você é uma pessoa que não tem contato com os jogos, talvez estranhe alguns termos utilizados no resumo.

Tudo começou quando eu tinha nove anos, em meados de 1999. Apesar da pouca idade, lembro-me deste episódio que se tivesse ocorrido ontem: minha mãe chega em casa com um box de um jogo chamado Diablo e me deu de presente. O jogo, acreditem se quiser, foi comprado em uma livraria. Naquela época, o meu contato com o computador se resumia a jogar Paciência, Campo Minado e um outro joguinho onde dois canhões ficavam “se matando”, não lembro o nome deste. Enfim, eu quase nunca ligava o computador, e quando ligava, brincava nestes joguinhos por uns 10 minutos e depois ia brincar na rua. Assim que instalei Diablo, vi que havia algo de especial e mágico naquilo tudo; o jogo estava todo em inglês, eu não entendia bulhufas do que era dito dentro do jogo, mas, mesmo assim, divertia-me à beça! Joguei Diablo por uns dois anos, sempre sozinho, nunca pela internet. Acho que foi em 2001, minha mãe me presenteou com o sucessor da série, Diablo II.

Diablo II era um jogo tão incrível, tão envolvente, que até a minha mãe começou a jogar. Ao mesmo tempo, contratamos um serviço de internet, que naquela época era a famosa “internet discada”. Eu passava umas duas horas por dia da semana jogando Diablo II no modo single player, e nos sábados depois das 14h começava a maratona de Diablo II multiplayer, eu só parava para dormir ou quando tinha que revezar a jogatina com a minha mãe. No domingo, era eu acordando e já ligando o computador. Só parava para almoçar, jantar ou deixar, a muito contragosto, alguém da minha família usar a internet.

Em 2002 a coisa estava feia, eu já era um viciado em jogos eletrônicos, mais especificamente em Diablo II. Minha mãe estava mais viciada ainda. Na época, ela estava desempregada, e para passar o tempo começou a jogar Diablo II pela internet nos dias de semana, o que fazia a nossa conta de telefone ir às alturas! Ela chegou até mesmo a comprar itens do jogo pela internet, gastou cerca de R$500 em uma só tarde, somente para equipar a Amazona dela. Vendo aquele vicio todo da minha mãe, eu nem me sentia tão apegado ao jogo, parecia até que eu era normal (detalhe: eu já estava passando cerca de cinco horas por dia no jogo, fins de semana eu não saía da cadeira).

Não sei direito o motivo que fez a minha mãe parar de jogar de forma tão repentina, acredito que tenha sido um “cheque-mate” do meu pai, ele não aguentava mais os gastos dela com a internet/itens do jogo, e também deve ter reclamado da falta de atenção dela à família ou a ele. Bem, seja lá qual tenha sido o motivo, ela simplesmente parou de jogar e me deu todos os chars e itens que possuía no jogo. Assim, estando mais forte dentro do jogo, meu vício só fez aumentar.

Em 2004, eu jogava praticamente o dia todo, só não jogava quando estava no colégio. Mudamos de cidade, e muita coisa mudou. Na cidade nova, fiz amigos que se interessavam por outras coisas que não fossem somente computador, apesar de todos eles olharem para mim como um Deus dos jogos, pois eu era o único entre eles que tinha sido o primeiro no rank mundial de Diablo II (chamado de “ladder”). Numa época em que não existia bots (robôs) em Diablo II, isto era uma grande conquista. Passei a frequentar lan houses, como podem imaginar, somente para jogar Counter Strike! Fazia corujões e mais corujões de CS! Mas eu ainda saía de casa para jogar bola ou ir conversar besteira na pracinha do bairro. Em 2005, eu já tinha internet banda larga em casa, foi aí que o vício ficou feio pra valer! Com uma internet veloz e conectada 24h por dia, passei a testar outros jogos, alguns deles foram: Mu Online, Ragnarok, Tibia, World of Warcraft e qualquer outro MMORPG que fosse surgindo.

De 2005 pra cá minha vida se resume aos jogos eletrônicos. Sim, eu cresci, tenho um diploma de nível superior, namorei várias garotas, sai, bebi, curti, estudei, mas sempre acompanhado de, pelo menos, seis horas de jogatina diária. Fins de semana então, eram 24h matando dragões, salvando princesas, conquistando embarcações, atirando em cabeças, pegando bandeiras, procurando itens raros e mais fortes e por aí em diante. Tudo isto aos olhos de meus pais, que no início encaravam como algo bom (melhor o filho em casa jogando no quarto do que em baladas), mas com o tempo perceberam que eu estava ficando muito tempo no computador, passaram a reclamar de meu mau uso dos jogos eletrônicos, mas nunca enxergaram isto com um vício propriamente dito. Quando tentei procurar ajuda junto aos meus pais, notei um grande preconceito por parte deles, por isto, desisti de procurar ajuda dentro de casa.

Especificamente hoje, eu simplesmente ainda não dormi desde ontem, comecei a jogar World of Warcraft ás 19h de ontem, e só fui parar meio-dia de hoje; sim, isso mesmo que você leu, eu passei a noite toda, virei o dia e ainda fiquei a manhã inteira jogando, em plena semana! Desesperado, procurei ajuda com a minha mulher e mãe do meu filho, no telefone, ela disse: “delete os jogos, eu vou te ajudar, mas você precisa querer se ajudar também. Delete tudo, recomece.”

Bem, eu já tive muitas tentativas de parar de jogar, ou simplesmente jogar pouco, de forma saudável, mas eu nunca consegui. Desta vez, estou determinado a ir até o fim, vou acabar com este vício, eu vou ser mais forte que ele! Tenho um filhinho lindo que depende de mim, uma mulher carinhosa e leal ao meu lado, pais que me apoiam em tudo o que eu faço, eu preciso me superar e ser alguém na vida, preciso passar por cima deste vício!

Acima foi um resumo, mas beeeeem resumido mesmo, de meu contato com os jogos eletrônicos. No decorrer dos posts eu posso ir escrevendo algumas lembranças e experiências com os viciantes jogos eletrônicos, que muitas pessoas ignorantemente os chamam de “joguinhos”, desprezam os seus benefícios (sim, existem benefícios, obviamente, longe do vício) e, principalmente, os seus efeitos colaterais – o vício é um deles.

OBRIGADO POR LER ATÉ AQUI

O post ficou incrivelmente grande, vou parar de escrever por aqui. Deixo um recado para as pessoas viciadas em jogos eletrônicos, seja ele MMORPG,FPS, PLATAFORMA etc., fiquem à vontade para comentar, interagir comigo. O mesmo é valido para os familiares/amigos que buscam mais informações sobre este vício.

Hoje é o primeiro dia de minha liberdade, eu vou conseguir!

P.S. Acabei de deletar todos os meus chars de World of Warcraft, cancelei a assinatura mensal, e deletei o jogo em si. Deletei também Diablo III, Starcraft II, Battlefield Heroes e o emulador Project64, junto com ele, todas as roms de N64. 
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