| É isto o que me mostra o Steam: 106 horas jogadas (do início de janeiro até hoje). Assustador. |
Já faz alguns meses desde a
minha última postagem e fiquei muito feliz ao ver que havia novos comentários aqui
no blog. Isto me encorajou a continuar postando.
Pois bem, no último post eu estava desesperado e numa crise aguda (posso chamar assim?) do vício. Atualmente eu estou mais calmo, por assim dizer, mas ainda jogando (muito) mais do que o eu deveria jogar.
Larguei o WoW, na verdade, larguei de vez todos os MMORPGs e isto tem me ajudado bastante na recuperação do vício. De dezembro até hoje eu estava seguindo uma estratégia mais light: deixei apenas um jogo (falarei dele mais a frente) no meu notebook e dedico pelo menos duas horas do meu dia à jogatina.
Isto me ajudou a focar mais nos meus estudos (ainda não estou no ritmo desejado e ideal), fiz até mesmo uma boa nota no concurso do Banco do Brasil e, como são 100 vagas, tenho uma leve esperança de estar lá na vaga de número 80~90. Sabe como é né, a esperança é a última que morre! Agora estou estudando para o concurso da Caixa Econômica Federal (CEF).
O
JOGO
Em uma tentativa de diminuir
o vício aos poucos (já que a terapia de choque não havia dado certo), troquei
os MMORPGs por FPS. O jogo? Counter-Strike: Global Offensive! No início de
janeiro eu descobri (por incrível que pareça, eu desconhecia esta versão) a
continuação do saudoso CS e aí foi amor à primeira vista!
Estava indo tudo como eu planejei: eu passava boa parte do meu dia estudando e tinha no máximo duas horas para jogar (alguns dias eu jogava um pouco mais), até que... Carnaval! Nestes últimos dias a coisa desandou de vez.
Programei não pular o carnaval, não viajar para Recife (tenho grandes amigos por lá) somente para passar estes dias 100% focado nos estudos, afinal, faltam poucas semanas para a prova da CEF. E o que foi que eu fiz? Tranquei-me em meu quarto e joguei CS:GO praticamente o meu carnaval inteiro. Tirando sábado e domingo que passei com meu filho (não senti vontade de jogar neste período, isto é um bom sinal), o restante do carnaval foi só teclado+mouse+headshots! No único momento em que saí do quarto para fazer outra coisa que não seja comer (no caso, fui assistir um filme na sala), ouvi a seguinte piadinha dos meus pais: “Nossa filho, você conseguiu sair de computador? Pensei que tinha criado raízes! É carnaval, sabe disto né?”
Estava indo tudo como eu planejei: eu passava boa parte do meu dia estudando e tinha no máximo duas horas para jogar (alguns dias eu jogava um pouco mais), até que... Carnaval! Nestes últimos dias a coisa desandou de vez.
Programei não pular o carnaval, não viajar para Recife (tenho grandes amigos por lá) somente para passar estes dias 100% focado nos estudos, afinal, faltam poucas semanas para a prova da CEF. E o que foi que eu fiz? Tranquei-me em meu quarto e joguei CS:GO praticamente o meu carnaval inteiro. Tirando sábado e domingo que passei com meu filho (não senti vontade de jogar neste período, isto é um bom sinal), o restante do carnaval foi só teclado+mouse+headshots! No único momento em que saí do quarto para fazer outra coisa que não seja comer (no caso, fui assistir um filme na sala), ouvi a seguinte piadinha dos meus pais: “Nossa filho, você conseguiu sair de computador? Pensei que tinha criado raízes! É carnaval, sabe disto né?”
TERCEIRO
PASSO
Bom, o primeiro passo foi
uma tentativa radical de largar o vício, não deu certo. O segundo passo foi uma
tentativa mais light de largar o vício, deu razoavelmente certo. Agora é a hora
do terceiro passo!
Não vou deletar o jogo, pois
em minha cidade eu não tenho amigos (exceto o meu filhote e a minha mulher)
então o jogo é a minha mesa de bar. Pensando assim, cheguei à conclusão de quem
ninguém vive na mesa do bar todos os dias da semana (a não ser os vagabundos),
normalmente as pessoas se reúnem numa mesa de bar aos fins de semana – e é
justamente isto que farei: só jogarei nos sábados e domingos e, mesmo assim,
quando não estiver com o meu pequeno.
ALGUNS FATOS QUE ME FAZEM
PERCEBER QUE ESTOU MELHORANDO
MMORPG e FPS: Largar os RPGs Online foi a
decisão mais difícil e também mais acertada nesta longa batalha. Nos primeiros
meses (dezembro e janeiro) eu cheguei a sonhar (é sério!) que meus chars
estavam perdendo os PvPs por estarem com armaduras mais fracas e armas
sem dano. Ridículo isto né? Pois bem, aconteceu. Quando troquei por FPS “a
coisa normalizou”; antes eu era capaz de passar mais de 16 horas (seguidas)
upando e correndo atrás de itens lendários, mas FPS... Putz, não aguento mais
que quatro horas de tiro, tiro e tiro! Sem contar que eu não me sinto mais preso ao boneco virtual, se eu jogo ou deixo
de jogar, em nada vai alterar o meu desempenho dentro do Counter Strike. Talvez
seja por isto que eu cheguei a passar até mesmo uma semana longe do jogo.
Estudos: Ainda estou muito longe do meu ritmo
ideal de estudos (quem escolheu o caminho dos concursos públicos sabe o que eu
estou dizendo), mas não posso negar que, SIM, estou conseguindo estudar bem
mais do que antes (eu praticamente não estudava, apesar de sempre ir
razoavelmente bem nas provas, mas razoavelmente bem não aprova ninguém – RIMOU!).
Carência: É incrível como eu ando carente!
Mas isto é um bom sinal, afinal, antes eu matava esta carência com os jogos.
Aliás, eu era apático, não sentia nada, bastava-me jogar. Hoje, com muitas
horas de jogatinas a menos, ando bem carente... Minha mulher que o diga! “Nossa
mow, você anda bem carente né? Fazendo de tudo pra ter minha atenção”. Sem ela
eu acho que não conseguiria.
Família: Esta é a parte mais incrível de toda
a minha batalha contra o vício: estou conseguindo ficar em família! Não que
antes eu não saísse com meu filho, mulher ou meus pais, é que o meu corpo
estava presente, mas a minha cabeça estava pensando no PVP, PVE, dungeons,
upar...Hoje em dia isto não ocorre mais. Quando estou com o meu filho e a minha
mulher, eu estou com
eles! Não sinto vontade (sequer lembro) de jogar. Antes eu não conseguia passar
o dia inteiro com eles, passava uma parte da manhã e da tarde e de noite corria
para o jogo; eu sofria com isto, já cheguei até mesmo a jogar chorando (nunca
li relatos disto). Acho que o meu filho sentiu
esta minha mudança, pois ele está muito mais apegado a mim! Minha mulher,
apesar de não ter dito nada até agora, também sente que eu estou mais presente, sei disto.
Com
tudo isto acontecendo de bom na minha vida, como não continuar a lutar?!
*Etapa
3 Dia 1